A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta
de classes.
Karl Marx
Um galo sozinho não
tece uma manhã
João
Cabral de Mello Neto

Palavra que se converteu em abstração,
esvaziada de sentido, que caminha pelos espaços deixando apenas seu nome. Sua
real exposição não condiz às práticas dos
setores das classes dominantes. Afinal o que de fato vem a ser a “crise”? Se observarmos sua etimologia, traz a ideia de separação. Algo que se separa de algo, gerando um fato novo, uma alteração, simbólica ou física. Logo, partindo dessa abordagem, podemos inferir que a crise que cai sobre as falas corriqueiras é a crise da separação. No entanto, isso pouco diz, se não observarmos a
natureza daquilo que se separa.
setores das classes dominantes. Afinal o que de fato vem a ser a “crise”? Se observarmos sua etimologia, traz a ideia de separação. Algo que se separa de algo, gerando um fato novo, uma alteração, simbólica ou física. Logo, partindo dessa abordagem, podemos inferir que a crise que cai sobre as falas corriqueiras é a crise da separação. No entanto, isso pouco diz, se não observarmos a
natureza daquilo que se separa.
Em 2015 o
Brasil passou a sentir de forma mais intensa os efeitos da crise econômica, que
acabou por instaurar também uma crise política. Com uma política de austeridade
que acabou por afundar ainda mais a economia do país, o PT pouco fez pela
classe que nomeia a segunda letra de sua sigla, o desemprego praticamente
dobrou (de 6,4% em dezembro de 2014 para 12% em dezembro de 2016), a inflação
subiu. A lei antiterror veio. E tudo sumiu. E tudo esfriou. Abrindo espaço para
a chegada sorrateira do Senhor Temer. O governo do PT não deu conta das
demandas sociais e, muito pelo contrário, limitou a capacidade do Estado de
promover políticas sociais, fragilizou ainda mais a classe trabalhadora, perdeu
sua base pelo caminho, fortaleceu o agronegócio, as empreiteiras e agora levou
uma punhalada do projeto que ajudou a manter. Nesse golpe, por entre objetos
confusos e mal redimidos ficaram os trabalhadores, golpeados diante da
precarização de suas vidas.
A separação
começa aqui, em uma peneira passa PEC, passa reforma no ensino médio. Se
peneirar mais um pouquinho, vai passar reforma trabalhista, reforma da
previdência. E o que fica? Na peneira,
muito seletiva sobre quem a movimenta, fica desonerações fiscais, pagamento de
juros nominais, benefícios bancários, entre outros processos que ainda estão
por vir.
No governo Temer deu-se início ao desmonte do
Estado com políticas, também neoliberais, de intensa precarização da vida dos
trabalhadores. Cortes de diretos básicos, flexibilização da CLT, reforma na
previdência, precarização dos sistemas de educação e saúde públicos e a lista
continua, deixando como rastro a repressão aos movimentos sociais. A mídia
contribuiu muito para omitir a causa e escancarar as consequências como um
“mal” necessário para que o país se restabeleça e assim manter toda uma classe
passiva às ditas “reformas”.
Os meios de
comunicação e o próprio governo insistem na necessidade de fazer sacrifícios. A
serviço do capital o único interesse é sugar o quanto puder dos trabalhadores,
esse vampiro insaciável chamado capitalismo se mantém a partir da exploração
intensa da força de trabalho da classe trabalhadora, que é aquela que paga pela
crise, que não optou nem escolheu esse sacrifício, mas lhe é imposto. Enquanto
nós pagamos os bancos continuam a ter ganhos altíssimos.
No Brasil temos um sistema tributário
extremamente injusto onde pobres gastam mais com tributos enquanto ricos
contribuem, proporcionalmente, com muito menos nas tributações de bens e
consumo, já que, no Brasil, temos uma desigualdade gigantesca na distribuição
de renda. Temos ausência na taxação de bens de luxo (iates, aeronaves, jatinhos
etc.). Isenções de impostos sobre lucros de grandes empresas, uma das
principais fontes de renda dos mais ricos, que se distribui em vários sócios
para que a maior parte das declarações seja de pessoa física, assim não há
taxação em cima dos lucros sobre essa pessoa. Sendo assim temos um cenário onde
a principal fonte de renda dos mais
ricos está isenta de tributação, o que, obviamente, gera uma concentração de
renda absurda.
Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de
Planejamento e Tributação ) - em 2016 - no Brasil mais de 79% da população que
recebe até três salários mínimos contribui com mais de 50% da arrecadação
tributária total do país. Vivemos em uma lógica que permite que apenas 8
pessoas concentrem a riqueza equivalente a de mais da metade da população
mundial. Nada justifica nenhuma retirada de direitos. A população já é super
explorada para manter os mesmos no poder, sendo expropriada do único bem que
possui, seu trabalho.
Esse é um
momento que é necessário ir para as ruas com consciência. A esquerda brasileira
também se encontra em crise, separada, quebrada, perdida, por vezes, entre os
“Volta Dilma” e o “Lula 2018” ou com o rechaço total trazendo o discurso do
“quanto pior, melhor”. Quanto pior, pior! A resposta não virá de um parlamento
onde a disputa pelo poder é o foco, a disputa pela administração do capital, um
senado que aprova uma PEC que congela os gastos públicos por 20 anos ou mesmo
aprova as novas leis pela terceirização com objetivo de destruir, precarizar,
miserabilizar ainda mais as condições básicas, mínimas, da vida dos
trabalhadores, não possui representatividade alguma para essa classe que sangra
por uma vida digna.
Os locais de
trabalho devem ser o foco, as ruas devem ser o caminho, organização
revolucionária é a chave, trabalho de base é o processo. O golpe é contra essa
classe, golpeada a cada retrocesso nas conquistas de tantas lutas, conquistas
de base, importante pontuar. Somos uma classe que luta e que sonha. Não
sangraremos nem uma gota a mais... Nenhum direito a menos!
Referências:
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