Grupo de Estudos d'O Capital


"As transformações de forma do capital, de mercadoria em dinheiro e de dinheiro em mercadoria, são, ao mesmo tempo, operações comerciais dos capitalistas, atos de compra e venda. O tempo em que essas transformações de forma do capital se realizam é, subjetivamente, o tempo de venda e de compra, o tempo durante o qual ele atua no mercado, como vendedor e comprador. Assim como o tempo de curso do capital forma uma parte necessária de seu tempo de reprodução, também o tempo durante o qual o capitalista vende e compra - move-se no mercado - forma uma parte necessária do tempo em que ele atua como capitalista, isto é, como capital personificado. Ele constitui uma parte de seu tempo de negócio." (Livro II d'O Capital, de Karl Marx, Capítulo 6: Os custos de circulação)


LANÇAMENTO DOS LIVROS DO PROFESSOR SÉRGIO DEMETRE




Será no Espaço Cultural Mané Garrincha o lançamento das obras “Xadrez como instrumento de combate ao desinteresse pela educação formal” e “Xadrez, um esporte e uma arte ao alcance de todos” do professor Sérgio Demetre, um especialista em xadrez e que levou essa modalidade esportiva para o interior da unidade escolar, com isso, contribuindo para despertar uma consciência crítica no jovem. Ou seja, através do xadrez eles passaram a ter interesse por outras disciplinas. Experiência que Demetre nos traz nessas duas obras, ambas publicadas pela Scortecci Editora.

Em o “Xadrez como instrumento de combate ao desinteresse pela educação formal”, Demetre discorre criticamente acerca de uma educação que, no limite, tem feito de nossas escolas verdadeiros depósitos humanos. Escolas aonde o aluno vai para “matar o tempo” para dali sair sem maiores perspectivas. Em contrapartida, Demetre demonstra pelo xadrez que é possível pensar uma educação que escapa à imposição formal e faz do aprendizado algo lúdico e gostoso de se praticar. Já em “Xadrez, um esporte e uma arte ao alcance de todos”, Sérgio Demetre revela seus dotes de educador e nos oferece, passo a passo, o caminho de como praticar essa arte. Venha conferir!

Área de interesse: pedagogia, história, sociologia, política, esporte, etc.
Público alvo: professores, estudantes e público em geral.


Data: 30/06/2018 – sábado, às 18h.
Local: Silveira Martins, 131 – sala 11 – centro de SP.
Realização: Espaço Cultural Mané Garrincha
Contatos: espacogarrincha.blogspot.com



Cipó de Aroeira discute: "Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas".


“[...] o teatro pode igualmente ser uma arma de liberação. Para isso é necessário criar as formas teatrais correspondentes. É necessário transformar.”



O Cipó de Aroeira nasce com a proposta de estudar expressões de nossa brasilidade, bem como latinidade, latinos que somos. Desvendar a partir da arte nossas expressões latentes sobre as quais se  constroem nossas raízes, troncos, folhas. Nossa re(ex)sistência. Nesse percurso já passamos por alguns caminhos: Raízes do Brasil, Casa Grande & Senzala, O Triste Fim de Policarpo Quaresma, A Rosa do Povo, mais recentemente, Cem anos de Solidão, essas são algumas das obras que trilharam esse trajeto conosco.

Nesse próximo encontro chamamos mais um para agregar ao nosso percurso: O Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas, de Augusto Boal...

Em tempos sombrios lutemos com todas as armas “pedras, flores e poesia". Acrescentemos a estas linhas a arte de fazer teatro. “Recriar o princípio das coisas criadas”. O oprimido em cena. Arte roubada, alienada, mas que pode ser expropriada de volta ao seio dos trabalhadores. Assim Augusto Boal inicia sua obra. Obra que traz diferentes poéticas políticas do fazer teatral. Resgatando a raiz desse processo, um momento em que “'Teatro’ era o povo cantando livremente ao ar livre”.
Passeando por vários conceitos caminhamos com Boal por Aristóteles, Maquiavel, Brecht para nos encontrarmos nas experiências de nuestramerica. Buscando formas de reconquistar os meios de produção teatral.

Para nos aventurar por essa arte convidamos a todos e todas para debater e recriar o teatro do oprimido, assim como outras poéticas políticas, a partir de novas perspectivas.

Será dia 12/05/2018
Às 15h00min
No Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11 (saída pelo Poupatempo).






Grupo de estudo d'O Capital de Karl Marx (Livro 2)


Cine-debate: "O jovem Marx"


Aos 26 anos, Karl Marx (August Diehl) embarca para o exílio junto com sua esposa, Jenny (Vicky Krieps). Na Paris de 1844, ele conhece Friedrich Engels (Stefan Konarske), filho de um industrialista que investigou o nascimento da classe trabalhadora britânica. Dândi, Engels oferece ao jovem Marx a peça que faltava para completar a sua nova visão de mundo. Entre a censura e a repressão, os tumultos e as repressões políticas, eles liderarão o movimento operário em meio a era moderna.

Direção: Raoul Peck
Será dia 10/03/2018
Às 16:00


Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo Poupatempo)




Cipó de Aroeira discute: "Cem Anos de Solidão" de Gabo


Césare Battisti e o Juiz na Bruzundanga Revisitada

Até que nos prove o contrário, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, continua sob jurisdição brasileira. Mas não parece ser este o entender do senhor juiz Odilon de Oliveira, da 3.ª Vara Federal de Campo Grande, ao proferir a prisão preventiva do ex-ativista italiano, e hoje escritor literário, Césare Battisti, no último dia 4 do mês corrente. Para coroar o show de sapiências e confirmar que essa é mesmo a terra dos bruzundangas de que nos advertira Lima Barreto, o doutor Odilon convocou uma coletiva de imprensa para (pasmem!) anunciar que aquele era seu último dia de desembargador e que no ano seguinte seria candidato ao pleito eleitoral.
Segundo o mesmo juiz, Battisti fora preso por questão de segurança nacional (sic) e possível fuga do país, ainda que o acusado já esteja vivendo no Brasil há onze anos sem nenhuma atitude que desabone sua conduta, sendo resguardado pela lei que lhe confere status de imigrante permanente concedido pelo decreto presidencial de Lula da Silva em 2010 e ratificado pelo STF em 2011.
Integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), organização revolucionária clandestina nos anos setenta, Battisti foi julgado à revelia em seu país após delação premiada de um traidor e sentenciado a duas prisões perpétuas por supostos quatro homicídios. Desses, (pasmem novamente) dois ocorridos no mesmo dia e instantes, porém, em cidades separadas por mais de 200 km de distâncias uma da outra.
Seu país de origem é um país controverso. Livrou-se de Benito Mussolini no pós-guerra e abraçou a democracia, porém, encastelou toda uma gama de fascistas em suas repartições públicas. A máfia, que bem sabe da importância de um Estado deste tipo para negócios ilícitos bem sucedidos também foi buscar seu quinhão, ou alguém acha que Berlusconi caiu de páraquedas na chefia daquele Estado? Pois bem, foi esse tipo de Estado que Césare Battisti combateu de armas nas mãos.
Derrotado militarmente, fugiu para não ser assassinado por seus inimigos. Vindo parar em terras brasileiras, sua vida continua ameaçada. Portanto exigimos:
1) Que o status de imigrante permanente conferido a Césare Battisti pelo Estado brasileiro não seja mera retórica, mas força de lei;
2) Que a Itália pare de tratar o Brasil como fosse uma criança envelhecida que não sabe o que faz e passe a respeitar a nossa soberania nacional;
3) Que Michel Temer não suje suas mãos de sangue ao entregar Césare Battisti à justiça italiana;
4) Que a mesma exigência feita a Michel Temer seja estendida ao ministro Luiz Fux do STF, responsável pelo desfecho jurídico da situação de Césare Battisti no Brasil.

É o que tínhamos por dizer para o momento,
São Paulo, 11/10/2017.

Espaço Cultural Mané Garrincha - espacogarrincha.blogspot.com