Grupo de estudos d'O Capital

O grupo de estudos d'O Capital ocorre todo terceiro sábado do mês, no Espaço Cultural Mané Garrincha, aberto a quem estiver disposto.

Programação:
13h00min
Roda de Conversa sobre o livro “São Bernardo” de Graciliano Ramos

15h00min

Revisão:
Do capítulo 13: “Maquinaria e Grande Indústria” (Seção IV) até capítulo 18: “O Salário por tempo” (Seção VI).

Retomando o estudo:
Capítulo 19: “O salário por peça” (Seção VI)


Espaço Cultural Mané Garrincha e Coletivo de Gênero Violeta Parra convidam


Roda de conversa e recital com a poetisa angolana Ngonguita Diogo

De volta ao Brasil, a poetisa nos traz mais um pouco da história de Angola. Escritora de contos, poesias musicadas e romances, integrante do Movimento Cultural Lev’art, parceira do Centro Cultural Brasil – Angola e participante da Jornada Internacional de mulheres escritoras com o tema “O papel das mulheres na cultura angolana”, terá como eixo de suas abordagens a história angolana dos séculos XVII e XVIII, período de resistências à colonização portuguesa tendo uma mulher como liderança de seu povo e o período pós independência.
"NJINGA A MBANDE A RAINHA INDOMÁVEL E SUA RESISTÊNCIA AO DOMÍNIO COLONIAL"
NOS ANOS 70 ANGOLA TRIUNFOU EM LUTA ANTICOLONIAL. NEM POR ISSO O INIMIGO DESCANSOU. A LUTA CONTINUA.
QUARENTA E DOIS ANOS SEM TRÉGUAS!

Quando: 11.03.17 – sábado
Horário: 15h e 30 min.
Local: Rua Silveira Martins, 131/11, Metrô Sé, saída pelo Poupatempo











Intensivão do Capital

2017 se inicia com muitos ataques à classe trabalhadora, quem paga pela crise não é quem a gerou, nesse sentido torna-se cada vez mais importante compreender a (des)ordem que se expressa através do capitalismo. Marx é fundamental nessa empreitada: “ A história das nossas sociedades, até os nossos dias, é a história da luta de classes”, muito atual esse dizer. No terceiro ano de estudos, convidamos a todos e todas a participar do nosso “intensivão” dos estudos de “O Capital”, vamos aprofundar os conceitos e pensar no caminho até aqui. Iniciaremos pelas Seções I, II e III e depois daremos sequência as Seções IV e V, ambos os encontros serão realizados em fevereiro. Contamos com a presença de quem se dispuser a seguir essa trajetória conosco.

Em Luta Seguimos!

Livro I

Horário: 15h00min
11/02/2017
Seção I - Mercadoria e Dinheiro.
Seção II - A transformação do dinheiro em capital.
Seção III - A produção do mais-valor absoluto.

18/02/2017
Seção IV - A produção do mais-valor relativo.
Seção V - A produção do mais-valor absoluto e relativo.


Barbárie nutrida
cabeças sem corpos
falas sem dor

Manaus, Síria, rua ao lado
alimento não falta
cela bomba grito


Apetite grande
toda de fome
come hoje, amanhã
e depois?


Duas pernas tortas

Documentário "Ocupa Tudo - Escolas Ocupadas no Paraná" de Carlos Pronzato

"É um insulto a nós, que estamos nos dedicando, sermos chamados de doutrinados. É um insulto aos estudantes e aos professores."
(Ana Júlia, estudante secundarista do Paraná)

Nós, do Espaço Cultural Mané Garrincha, convidamos a todos e a todas para a exibição do documentário "OCUPA TUDO - Escolas Ocupadas do Paraná", do diretor Carlos Pronzato, cineasta, escritor e poeta argentino, que estará presente na atividade.
É importante pensar as ocupações e refletir sobre esse processo que tem se estendido por todo o Brasil, que teve como protagonistas os próprios estudantes.
Em um ano que temos tantos ataques à educação se torna cada vez mais necessário discutir esses processos, bem como as formas de resistência contra toda e qualquer tentativa de precarização e sucateamento da educação pública.

Será no dia 28/01/2017, as 18h00min
Será no Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo poupatempo)


NOSSOS BÁRBAROS - REAIS E VIRTUAIS

Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus”
Albert Einstein
Tímida e recatada, a Primeira Dama não acordou naquela manhã. Teve a cabeça decepada. Foi um acidente pavoroso...
Vigiados pelo olho privado, sob autorização do poder público (que não consultou seu público!), desalmados se acotovelam num espaço feito para um terço do contingente enclausurado. Ali, a barbárie queimou corpos, cortou cabeças, fez troféu de coração alheio e se viralizou até o último dos aconchegos do bom cidadão. Este, temor que não teme, curtiu e compartilhou:
Que cortem mais cabeças! Que cortem mais cabeças! E a barbárie se pôs a sorrir.
Faceira, serpenteou por todo o corpo do Ministro da Justiça até beijar-lhe a boca. Este tentou acalmar os mais aflitos:
A situação está sob controle! A rebelião se manteve nas dependências dos presídios! A rebelião não foi para as ruas! As ruas são brasileiras! As ruas são nossas, disse o ex-advogado de uma das facções em litígio. Os presídios estão sob outra jurisdição, teria acrescentado ao final.
            - Intervenção Militar! Intervenção Militar! Grita agora até o mais tímido dos Coxinhas sem saber que os guardiões da Pátria têm mais o que fazer. Como recentemente fez o Comando da Marinha ao se preparar para a guerra do fim do mundo, comprando com dinheiro público e preços superfaturados milhares de litros de aguardentes. E a barbárie se pôs a sorrir.
Generosa, ofereceu vida melhor para depois da miserável vida. Tudo a preços módicos, dez por cento pagos hoje para um Paraíso depois.
Culta, sacramentou o verbo To Be e negligenciou demais disciplinas. Aulas de humanas para quê, povo de boa índole?
Moderna, atacou caducos direitos trabalhistas ao sobrepor o negociado ao legislado e disse zombeteira: eis a ponte do país que vai pra frente!
Por fim, um pouco cansada, mas não menos sedenta, sentou-se na Cadeira Presidencial para depois de quatro dias dizer: foi um acidente pavoroso. E a barbárie se pôs a sorrir...


08/01/2017,
João Evangelista

EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIO E SARAU DA RESISTÊNCIA

dominadora, em férvido transporte,

direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe
[…]
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome”
Carlos Marighella
Poema “Liberdade” de Carlos Marighela, 1939.



Nesse ano em que se tem várias datas a serem relembradas enquanto símbolos de luta, 100 anos de Revolução Russa e Greve Geral em São Paulo, bem como os 50 anos da morte de Ernesto Che Guevara. Um ano que já se inicia repleto de ataques à classe trabalhadora, se torna cada vez mais importante retomar nossas raízes e acima de tudo resistir.

Pensando nesses vários momentos históricos que retomam a nossa atualidade, nós, do Espaço Cultural Mané Garrincha, convidamos a todos e todas a participar de nossa primeira atividade aberta do ano. O tema da atividade será a resistência que se dá todos os dias, começando por trazer a memória de Carlos Marighella, que, no último dezembro, completou 105 anos de seu nascimento. Marighella foi uma das principais figuras de resistência à Ditadura. Comunista. Escritor. Lutador. Preso. Torturado. Resistente. Guerrilheiro. Vítima da ditadura Militar.... Nesse momento que cada vez mais nos vemos cercados pela repressão e pelos rumos que a história toma, trazer à memória essa figura política é trazer à tona a resistência que se dá todos os dias nos mais diversos contextos.


Será realizada a exibição do documentário “Marighella”, às 15h, com debate.

Às 18h, literatura e trocas no “Sarau da Resistência”.
Expressões artísticas serão bem vindas.


Sobre o filme:
Ano de lançamento: 2012
Duração: 1h 40min
Direção: Isa Grinspum Ferraz
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil

Será no Espaço Cultural Mané Garrincha, dia 21/01/2017, às 15h

Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo poupatempo)