Cipó de Aroeira discute: "Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas".


“[...] o teatro pode igualmente ser uma arma de liberação. Para isso é necessário criar as formas teatrais correspondentes. É necessário transformar.”



O Cipó de Aroeira nasce com a proposta de estudar expressões de nossa brasilidade, bem como latinidade, latinos que somos. Desvendar a partir da arte nossas expressões latentes sobre as quais se  constroem nossas raízes, troncos, folhas. Nossa re(ex)sistência. Nesse percurso já passamos por alguns caminhos: Raízes do Brasil, Casa Grande & Senzala, O Triste Fim de Policarpo Quaresma, A Rosa do Povo, mais recentemente, Cem anos de Solidão, essas são algumas das obras que trilharam esse trajeto conosco.

Nesse próximo encontro chamamos mais um para agregar ao nosso percurso: O Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas, de Augusto Boal...

Em tempos sombrios lutemos com todas as armas “pedras, flores e poesia". Acrescentemos a estas linhas a arte de fazer teatro. “Recriar o princípio das coisas criadas”. O oprimido em cena. Arte roubada, alienada, mas que pode ser expropriada de volta ao seio dos trabalhadores. Assim Augusto Boal inicia sua obra. Obra que traz diferentes poéticas políticas do fazer teatral. Resgatando a raiz desse processo, um momento em que “'Teatro’ era o povo cantando livremente ao ar livre”.
Passeando por vários conceitos caminhamos com Boal por Aristóteles, Maquiavel, Brecht para nos encontrarmos nas experiências de nuestramerica. Buscando formas de reconquistar os meios de produção teatral.

Para nos aventurar por essa arte convidamos a todos e todas para debater e recriar o teatro do oprimido, assim como outras poéticas políticas, a partir de novas perspectivas.

Será dia 12/05/2018
Às 15h00min
No Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11 (saída pelo Poupatempo).






Grupo de estudo d'O Capital de Karl Marx (Livro 2)


Cine-debate: "O jovem Marx"


Aos 26 anos, Karl Marx (August Diehl) embarca para o exílio junto com sua esposa, Jenny (Vicky Krieps). Na Paris de 1844, ele conhece Friedrich Engels (Stefan Konarske), filho de um industrialista que investigou o nascimento da classe trabalhadora britânica. Dândi, Engels oferece ao jovem Marx a peça que faltava para completar a sua nova visão de mundo. Entre a censura e a repressão, os tumultos e as repressões políticas, eles liderarão o movimento operário em meio a era moderna.

Direção: Raoul Peck
Será dia 10/03/2018
Às 16:00


Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo Poupatempo)




Cipó de Aroeira discute: "Cem Anos de Solidão" de Gabo


Césare Battisti e o Juiz na Bruzundanga Revisitada

Até que nos prove o contrário, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, continua sob jurisdição brasileira. Mas não parece ser este o entender do senhor juiz Odilon de Oliveira, da 3.ª Vara Federal de Campo Grande, ao proferir a prisão preventiva do ex-ativista italiano, e hoje escritor literário, Césare Battisti, no último dia 4 do mês corrente. Para coroar o show de sapiências e confirmar que essa é mesmo a terra dos bruzundangas de que nos advertira Lima Barreto, o doutor Odilon convocou uma coletiva de imprensa para (pasmem!) anunciar que aquele era seu último dia de desembargador e que no ano seguinte seria candidato ao pleito eleitoral.
Segundo o mesmo juiz, Battisti fora preso por questão de segurança nacional (sic) e possível fuga do país, ainda que o acusado já esteja vivendo no Brasil há onze anos sem nenhuma atitude que desabone sua conduta, sendo resguardado pela lei que lhe confere status de imigrante permanente concedido pelo decreto presidencial de Lula da Silva em 2010 e ratificado pelo STF em 2011.
Integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), organização revolucionária clandestina nos anos setenta, Battisti foi julgado à revelia em seu país após delação premiada de um traidor e sentenciado a duas prisões perpétuas por supostos quatro homicídios. Desses, (pasmem novamente) dois ocorridos no mesmo dia e instantes, porém, em cidades separadas por mais de 200 km de distâncias uma da outra.
Seu país de origem é um país controverso. Livrou-se de Benito Mussolini no pós-guerra e abraçou a democracia, porém, encastelou toda uma gama de fascistas em suas repartições públicas. A máfia, que bem sabe da importância de um Estado deste tipo para negócios ilícitos bem sucedidos também foi buscar seu quinhão, ou alguém acha que Berlusconi caiu de páraquedas na chefia daquele Estado? Pois bem, foi esse tipo de Estado que Césare Battisti combateu de armas nas mãos.
Derrotado militarmente, fugiu para não ser assassinado por seus inimigos. Vindo parar em terras brasileiras, sua vida continua ameaçada. Portanto exigimos:
1) Que o status de imigrante permanente conferido a Césare Battisti pelo Estado brasileiro não seja mera retórica, mas força de lei;
2) Que a Itália pare de tratar o Brasil como fosse uma criança envelhecida que não sabe o que faz e passe a respeitar a nossa soberania nacional;
3) Que Michel Temer não suje suas mãos de sangue ao entregar Césare Battisti à justiça italiana;
4) Que a mesma exigência feita a Michel Temer seja estendida ao ministro Luiz Fux do STF, responsável pelo desfecho jurídico da situação de Césare Battisti no Brasil.

É o que tínhamos por dizer para o momento,
São Paulo, 11/10/2017.

Espaço Cultural Mané Garrincha - espacogarrincha.blogspot.com 

Poesia de Luta da América Latina (lançamento das Edições Trunca)

Sábado, dia 7/10, às 19h00min, o Espaço Cultural Mané Garrincha convida as "Edições Trunca" para um lançamento de antologias de poetas de luta da América Latina! São os livros: "Cantos à nossa posição - a poesia de Roque Dalton" (organização e traduções: Jeff Vasques e Lucas Bronzatto) e "Poesia de Luta da América Latina" (organização e traduções: Jeff Vasques).
Os poetas-tradutores estarão presentes para leituras dos poemas dos livros, e o espaço é aberto para manifestações artísticas de quem mais quiser, com microfone aberto!

O evento é gratuito!

Sobre os livros:

"Poesias de Luta da América Latina” é uma antologia inédita no Brasil. Aqui estão condensados alguns anos de mergulho apaixonado na história de 80 lutadores e lutadoras de 22 países, que dedicaram sua vida e versos à luta antiimperialista, anticapitalista e revolucionária. São 160 poemas que, espero, ajudem a reduzir nosso profundo desconhecimento sobre a América Latina, assim como nosso preconceito com a poesia em meio à militância. ¡Hay que enternecerse, sin perder la dureza jamás!

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"Cantos à nossa posição" é uma seleção de poemas do poeta de El Salvador, Roque Dalton. Poeta e guerrilheiro, um dos principais nomes da poesia engajada da América Latina, e da luta pela libertação de nossos povos. Pouco conhecido no Brasil, esta é a primeira publicação de seus poemas em português, uma pequena parte de sua imensa obra. Imensa em tamanho, força revolucionária e qualidade. Roque morreu assassinado em 1975, e seus poemas seguem vivos e atualíssimos.

Algumas palavras sobre o poeta, ditas por Julio Cortazar:


"Roque é para mim o exemplo bem pouco frequente de um homem em que a capacidade poética se deu desde muito cedo mescladas com um profundo sentimento com seu próprio povo, com sua história e seu destino. Nele, desde os dezoito anos, nunca se pode separar o poeta do lutador, o novelista do combatente, e por isso sua vida foi uma série contínua de perseguições, prisões, exílios, fugas em alguns casos espetaculares e um retorno final a seu país para integrar-se à luta onde haveria de perder a vida.
(...)
Não era homem de panfletos, era homem de pensamento e por detrás e adiante e por cima de tudo isso havia sempre o grande poeta, o homem que deixou alguns dos poemas mais bonitos que eu conheço nesses últimos vinte anos. Isto é o que posso dizer de Roque e meu desejo de que vocês o leiam e o conheçam mais.” (Julio Cortazar)

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As Edições Trunca são uma criação dos poetas Jeff Vasques e Lucas Bronzatto, para publicação de traduções de poetas latinoamerican@s. Buscam resgatar, traduzir e dar visibilidade à literatura “apagada”, “desaparecida”, “presa”, “torturada”, à arte revolucionária de Nuestra América.


Dez anos de Garrincha! (O Garrincha é dez!)

    • Conta-se que na distante Magé, no Rio de Janeiro, um reagrupar de ossos tomou forma humana, pulou o muro do cemitério, parou para tomar umas e outras pelo caminho e, com suas pernas tortas, rumou para Sampa. No seu encalço uma conhecida vinheta estaria ecoando: Para Mané. Para Mané...; para Mané, para Mané, para Mané!
    • Para Mané será o sarau de Dez anos do nosso Espaço Cultural Mané Garrincha. Dez anos de vida brincalhona. De seriedade que pôs de lado a sisudez ao aprender com Garrincha que melhor que o gol é o drible e marcador no chão. Salve Mané!
    • Espaço Cultural Mané Garrincha. Ambiente de Esquerda, autônomo, anticapitalista e de solidariedade com os que lutam. Espaço animado pelo estudo, poesia, política e homens e mulheres que o dinheiro não pôde comprar.
    • Dez anos de Mané Garrincha. Momento de encontros e desencontros. Magia que deverá ser revivida com os que por aqui passaram e com os novos somados nessa trincheira de pólvora poética. Ali brindaremos. Ali reafirmaremos mais uma vez nossa indisposição em descer à próxima estação do trem da Revolução. Neste trem seguiremos viagem até o destino final. Que Viva Garrincha!

    Será no dia 24/06/2017
    Rua Silveira Martins, 131 – sala 11 – Sé (saída pelo poupatempo).
    Programação:
    14h00min: Abertura do Espaço;
    15h00min: Roda de conversa sobre a autonomia de um espaço cultural;

    18h00min: Sarau – “Para Mané”- Dez Anos de Mané Garrincha.