Intensivão do Capital

2017 se inicia com muitos ataques à classe trabalhadora, quem paga pela crise não é quem a gerou, nesse sentido torna-se cada vez mais importante compreender a (des)ordem que se expressa através do capitalismo. Marx é fundamental nessa empreitada: “ A história das nossas sociedades, até os nossos dias, é a história da luta de classes”, muito atual esse dizer. No terceiro ano de estudos, convidamos a todos e todas a participar do nosso “intensivão” dos estudos de “O Capital”, vamos aprofundar os conceitos e pensar no caminho até aqui. Iniciaremos pelas Seções I, II e III e depois daremos sequência as Seções IV e V, ambos os encontros serão realizados em fevereiro. Contamos com a presença de quem se dispuser a seguir essa trajetória conosco.

Em Luta Seguimos!

Livro I

Horário: 15h00min
11/02/2017
Seção I - Mercadoria e Dinheiro.
Seção II - A transformação do dinheiro em capital.
Seção III - A produção do mais-valor absoluto.

18/02/2017
Seção IV - A produção do mais-valor relativo.
Seção V - A produção do mais-valor absoluto e relativo.


Barbárie nutrida
cabeças sem corpos
falas sem dor

Manaus, Síria, rua ao lado
alimento não falta
cela bomba grito


Apetite grande
toda de fome
come hoje, amanhã
e depois?


Duas pernas tortas

Documentário "Ocupa Tudo - Escolas Ocupadas no Paraná" de Carlos Pronzato

"É um insulto a nós, que estamos nos dedicando, sermos chamados de doutrinados. É um insulto aos estudantes e aos professores."
(Ana Júlia, estudante secundarista do Paraná)

Nós, do Espaço Cultural Mané Garrincha, convidamos a todos e a todas para a exibição do documentário "OCUPA TUDO - Escolas Ocupadas do Paraná", do diretor Carlos Pronzato, cineasta, escritor e poeta argentino, que estará presente na atividade.
É importante pensar as ocupações e refletir sobre esse processo que tem se estendido por todo o Brasil, que teve como protagonistas os próprios estudantes.
Em um ano que temos tantos ataques à educação se torna cada vez mais necessário discutir esses processos, bem como as formas de resistência contra toda e qualquer tentativa de precarização e sucateamento da educação pública.

Será no dia 28/01/2017, as 18h00min
Será no Espaço Cultural Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo poupatempo)


NOSSOS BÁRBAROS - REAIS E VIRTUAIS

Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus”
Albert Einstein
Tímida e recatada, a Primeira Dama não acordou naquela manhã. Teve a cabeça decepada. Foi um acidente pavoroso...
Vigiados pelo olho privado, sob autorização do poder público (que não consultou seu público!), desalmados se acotovelam num espaço feito para um terço do contingente enclausurado. Ali, a barbárie queimou corpos, cortou cabeças, fez troféu de coração alheio e se viralizou até o último dos aconchegos do bom cidadão. Este, temor que não teme, curtiu e compartilhou:
Que cortem mais cabeças! Que cortem mais cabeças! E a barbárie se pôs a sorrir.
Faceira, serpenteou por todo o corpo do Ministro da Justiça até beijar-lhe a boca. Este tentou acalmar os mais aflitos:
A situação está sob controle! A rebelião se manteve nas dependências dos presídios! A rebelião não foi para as ruas! As ruas são brasileiras! As ruas são nossas, disse o ex-advogado de uma das facções em litígio. Os presídios estão sob outra jurisdição, teria acrescentado ao final.
            - Intervenção Militar! Intervenção Militar! Grita agora até o mais tímido dos Coxinhas sem saber que os guardiões da Pátria têm mais o que fazer. Como recentemente fez o Comando da Marinha ao se preparar para a guerra do fim do mundo, comprando com dinheiro público e preços superfaturados milhares de litros de aguardentes. E a barbárie se pôs a sorrir.
Generosa, ofereceu vida melhor para depois da miserável vida. Tudo a preços módicos, dez por cento pagos hoje para um Paraíso depois.
Culta, sacramentou o verbo To Be e negligenciou demais disciplinas. Aulas de humanas para quê, povo de boa índole?
Moderna, atacou caducos direitos trabalhistas ao sobrepor o negociado ao legislado e disse zombeteira: eis a ponte do país que vai pra frente!
Por fim, um pouco cansada, mas não menos sedenta, sentou-se na Cadeira Presidencial para depois de quatro dias dizer: foi um acidente pavoroso. E a barbárie se pôs a sorrir...


08/01/2017,
João Evangelista

EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIO E SARAU DA RESISTÊNCIA

dominadora, em férvido transporte,

direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe
[…]
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome”
Carlos Marighella
Poema “Liberdade” de Carlos Marighela, 1939.



Nesse ano em que se tem várias datas a serem relembradas enquanto símbolos de luta, 100 anos de Revolução Russa e Greve Geral em São Paulo, bem como os 50 anos da morte de Ernesto Che Guevara. Um ano que já se inicia repleto de ataques à classe trabalhadora, se torna cada vez mais importante retomar nossas raízes e acima de tudo resistir.

Pensando nesses vários momentos históricos que retomam a nossa atualidade, nós, do Espaço Cultural Mané Garrincha, convidamos a todos e todas a participar de nossa primeira atividade aberta do ano. O tema da atividade será a resistência que se dá todos os dias, começando por trazer a memória de Carlos Marighella, que, no último dezembro, completou 105 anos de seu nascimento. Marighella foi uma das principais figuras de resistência à Ditadura. Comunista. Escritor. Lutador. Preso. Torturado. Resistente. Guerrilheiro. Vítima da ditadura Militar.... Nesse momento que cada vez mais nos vemos cercados pela repressão e pelos rumos que a história toma, trazer à memória essa figura política é trazer à tona a resistência que se dá todos os dias nos mais diversos contextos.


Será realizada a exibição do documentário “Marighella”, às 15h, com debate.

Às 18h, literatura e trocas no “Sarau da Resistência”.
Expressões artísticas serão bem vindas.


Sobre o filme:
Ano de lançamento: 2012
Duração: 1h 40min
Direção: Isa Grinspum Ferraz
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil

Será no Espaço Cultural Mané Garrincha, dia 21/01/2017, às 15h

Rua Silveira Martins, 131, sala 11, Sé (saída pelo poupatempo)


O HOMEM



Um amontoado de carne revestindo ossos se põe a andar e logo o chamam por homem. Mas se dele as paixões forem despertadas, o joio e o trigo separados e a humanidade posta a andar, então teremos o Homem.

O Homem um dia subiu a montanha. Seu tiro certeiro fez tremer os homens de má fé. O Homem um dia desceu a montanha. Sua língua afiada calou os algozes do povo.

Naqueles dias seu discurso se fez reforma agrária, pão, saúde e educação para todos. Política e Poesia enamoraram-se por ruas e praças. O Homem tornou-se História.

Apavorados, seus inimigos fugiram para os braços da própria vergonha e de lá espalharam os epítetos de bandido, tirano e ditador mundo afora. O Homem continuou de pé.

Mais de seiscentas foram as tentativas para assassiná-lo. O Homem continuou de pé.

Sonhando com sua queda, os vermes, na Miami ao lado, se regozijaram a cada infortúnio sofrido pela Ilha. O Homem continuou de pé.

Vieram os tempos difíceis. A Baia dos Porcos. A Crise dos Mísseis. O Período Especial. O Homem continuou de pé.

Seus melhores discípulos tombaram e fizeram tombar ditaduras racistas em África e tiranias por toda América e Caribe. O Homem continuou de pé. 

- Cuba é um território livre e aqui ninguém invadirá, pois, homens, mulheres, crianças e até mesmo os gatos estarão armados e de prontidão - disse o Homem que, todavia, continuou de pé.

Por fim, um dia a morte veio buscá-lo, mas, incrédula, ali ela pouco encontrou, salvo um bocado de ossos e carne transformados num punhado de cinzas. Porque o Homem mesmo continuou por lá, tornado povo para todo o sempre. Povo que naquele fatídico dia, uma vez mais, tomou as ruas do país para defender sua Revolução. Os Gusanos* terão que esperar... 

Muchas gracias, Comandante!

*Gusanos – vermes em espanhol. Refere-se pejorativamente à burguesia e reacionários cubanos que fugiram de Cuba para Miami, EUA, após a Revolução e de lá promoveram e promovem vários atentados terroristas e sabotagens contra o povo cubano.




Dezembro de 2016 – Espaço Cultural Mané Garrincha


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El Hombre



Un montón de carne revistiendo los huesos se pone a andar y luego le llaman hombre. Mas si en él fueron despertadas las pasiones, la paja y el trigo separados y la humanidad echada a andar, entonces tendremos el Hombre.

El Hombre un día subió a la montaña. Su tiro certero hizo temblar a los hombres de mala fe. El Hombre un día bajó la montaña. Su lengua afilada caló en los verdugos del pueblo.

En aquellos días su discurso se haría reforma agraria, pan, salud y educación para todos. Política y Poesía se enamoraron por calles y plazas. El Hombre se hizo Historia.

Aterrorizados, sus enemigos se replegaron a los brazos de su propia vergüenza, mientras y difundían hacia el mundo los epítetos de bandido, tirano y dictador. El Hombre siguió de pie.

Más de seiscientas fueron las tentativas de asesinarlo. El Hombre siguió de pie.

Soñando con su caída, los gusanos, desde Miami, se regocijaron de cada infortunio sufrido por la Isla. El Hombre siguió de pie.

Vinieron los tiempos difíciles. Bahía de Cochinos. La Crisis de los Misiles. El Periodo Especial. El Hombre siguió de pie.

Sus mejores discípulos tumbaron e hicieron caer dictaduras racistas en África y tiranías por todo el continente de América y en el Caribe. El Hombre siguió de pie.

-Cuba es un territorio libre al que ninguno invadirá, pues hombres, mujeres, niños y hasta los mismos gatos estarán armados y dispuestos- dice el Hombre que aún seguía de pie.

Finalmente, un día la muerte vino a buscarlo, aunque, incrédula, ella poco encontró, salvo un bocado de huesos y carne transformados en un puñado de cenizas. Porque el Hombre mismo siguió allá, convertido todo en pueblo eterno. Pueblo que en aquel día fatídico, una vez más, tomó las calles del país para defender su Revolución. Los Gusanos* tendrán que esperar.

¡Muchas gracias, Comandante!

*Gusanos: (vermes en español), Se refiere peyorativamente a la burguesías y reaccionarios cubanos que huyeron de Cuba hacia Miami, EUA, después de la Revolución y desde allá promovieron varios atentados terroristas y sabotajes contra el pueblo cubano.


Diciembre de 2016- Espacio Cultural Mané Garrincha

Sábado 17/12 - Último Sarau do Ano!